quarta-feira, 6 de outubro de 2010
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Até que ponto estamos dispostos a sofrer por amar a Cristo?
Muitos crentes abandonaram o modo de vida de acordo com os grandes propósitos de Deus e se contentaram com a estabilidade emocional e a realização pessoal. Isso é perder a vida! O propósito da morte de Jesus na cruz não foi para que tivéssemos vidas equilibradas, saúde perfeita, estilo de vida confortável, felicidade constante, plena realização dos sonhos e alívio instantâneo dos problemas. A vida não está em sentir-nos confortáveis, felizes e livres de sofrimentos. Ela está em nos tornarmos a pessoa que Deus nos chamou para ser. Isso envolve mudanças tremendas e nos leva a caminhos desconhecidos e cheios de passagens estreitas.
Porém, não gostamos de sofrer. Estamos mais interessados em seguir o caminho mais confortável. Mas somente aqueles que põem de lado sua vida, seus sonhos, vontades e carreira por causa da Boa Nova do Evangelho é que saberão realmente o que significa VIVER. Eis aqui dois exemplos: Moisés e Paulo.
Moisés recusou ser chamado filho da filha de Faraó, preferindo ser maltratado junto com o povo de Deus, a usufruir prazeres transitórios do pecado. Porquanto considerou o opróbrio de Cristo por maiores riquezas do que os tesouros do Egito, porque contemplava o galardão (Hebreus 11:24-26). Viveu no deserto quarenta anos de sua vida, sendo moldado e preparado por Deus para libertar e guiar Israel do Egito à terra prometida. Através desta experiência no deserto, Moisés se tornou um homem humilde e generoso, de maneira que Nunca mais se levantou em Israel profeta algum como Moisés (Deut. 34:10).
Paulo passou por mudança de ritmo de vida, de ambiente, de trabalho, etc. Foi preso, açoitado, fustigado, passou por perigos de morte no rio, no mar, perigos de salteadores na cidade, no deserto, em trabalhos e fadigas, fome, sede, frio, nudez, etc. (II Cor. 11:23-27). Tudo isso contribuiu para tornar Paulo um homem corajoso e perseverante. Ele foi um grande porta voz de Cristo e por causa disso se tornou uma grande influência na sua época e tem sido até hoje.
Tanto Moisés quanto Paulo, e muitos outros, tiveram que deixar tudo o que lhes era confortável, familiar e seguro para seguirem rumo às terras áridas. E tudo para que estivessem prontos para o fim que Deus lhes designou.
Caro leitor, será que o seu relacionamento com Cristo é profundo e marcado por tal confiança, a ponto de ser atraído a Ele em tempos de dificuldades?
“Dizer sim a Deus e caminhar na fé causam um impacto incalculável sobre o tempo e a eternidade” (Charles Swindoll).
“Quem quiser, pois, salvar a sua vida perde-la-á, e quem perder a vida por causa de mim e do Evangelho, salva-la-á” (Marcos 8:35).
Por Edileuza Maria da Silva (Missinára junto a Tribo Marubo – AM)
Extraído da Revista Confins da Terra Edição 128 p. 5
sábado, 2 de outubro de 2010
Respondendo ao chamado de Deus
Quase todos nós conhecemos pessoas que relatam terem recebido um ‘chamado de Deus’.
É empolgante ouvir alguém falar sobre seu chamado, em que circunstancia ele aconteceu e como Deus transmitiu-lhe essa missão.
Meditando sobre o profeta Isaías, o seu chamado se dá através da manifestação da glória de Deus de uma forma esplendida. A visão do próprio Deus, Anjos voando, um coral angélico cantando a santidade de Deus, ... Isaías 6.
O mais interessante é que ao ver o Senhor, Isaías percebe que esta chegando o seu fim, não haverá escape para ele, e o mesmo chega a dizer “vou perecendo”.
É exatamente aqui que começa a acontecer o diferencial do chamado de Isaías. É possível que assim como ele, muitos também viram anjos e outros elementos gloriosos anunciando o chamado de Deus para a sua vida, mas tudo não passou de um grande espetáculo e algo que gostam de contar a todos que encontram. Mas por que?
Porque não haverá concretização do chamado enquanto não houver ‘morte’ de quem estiver disposto a servir a Deus. Não é possível transformar um chamado em um ministério enquanto não reconhecermos que somos pecadores e habitamos entre homens igualmente impuros, sendo totalmente dependentes da misericórdia de nosso Pai.
Há aqueles que por terem recebido uma santa convocação se acham superiores, melhores, e infelizmente continuam vivendo uma vida sem propósito porque são bons demais para precisarem da ‘graça que nos basta’ e nos torna úteis no Reino de Cristo.
O oposto é verdadeiro também. Há pessoas que se sentem sem capacidade, são tímidas, e dizem que não conseguiriam cumprir a sua missão. A resposta a esses é a mesma, ‘A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza.’2 Co 12.9
A resposta ao chamado não é uma demonstração de capacidade, nem o silencio em relação ao mesmo seria a manifestação de incapacidade, pois Deus nunca errou e nem vai errar em chamar alguém que Ele mesmo já não tenha preparado para tal serviço.
Então resta dizer que a resposta é uma entrega total e irrestrita a Deus, reconhecendo de que Ele viu em nós alguém capaz de cumprir o seu querer e permitir, assim como Isaias, que sejamos purificados e totalmente limpos para só então sermos úteis no Reino.
Quando o profeta é tocado em seus lábios pela brasa que o anjo tirará do altar, ele ouviu o clamor de Deus na busca de obreiros e não demorou em responder ao chamado de Deus: “eis-me aqui, envia-me a mim.”
Seja tocado pelo Espírito Santo e pelo sangue de Cristo purificado de todo pecado. Então ouvirás a voz do Senhor da Seara chamando obreiros e poderás prontamente dizer: “Senhor, estou pronto para responder ao teu chamado.”
Deus te abençoe e te faça frutífero.
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Deus é digno de ser adorado
1. Deus é digno de ser adorado porque Ele é o Senhor da glória.
Deus é digno de ser adorado. O maior prazer, a maior alegria, a maior satisfação que um ser humano pode experimentar é adorar a Deus em espírito e em verdade (cf. Jo 4.23). Agostinho de Hipona, em suas Confissões, declarou que nós fomos criados por Deus e que nossas almas encontram descanso somente em Deus. O salmista declarou que na presença do Senhor há “alegria plena”, “eterno prazer” (Sl 16.11). Deus criou todas as coisas (Gn 1.1; Sl 102.25). Tudo o que existe, tudo o que já existiu, tudo o que ainda existirá, deve sua existência a Deus – inclusive nós, seres humanos. O vasto universo, com suas miríades de galáxias aparentemente sem fim, foi projetado por Deus, a maior obra de arte jamais criada, salpicada do fulgor de bilhões de sóis, visando um único propósito: proclamar a glória do Criador! (Cf. Sl 19.1; Is 6.3).
Nada e ninguém é tão majestoso, tão exaltado, tão sublime e excelso quanto Ele, o Senhor da glória! (Sl 24.1,9,10). Por isso Ele não compartilha a Sua glória com ninguém (Is 42.8): fazê-lo seria idolatria. Pois quem é comparável ao Onipotente? (Is 40.18; 46.5). A maior insensatez humana é não dar a glória devida a Deus (Rm 1.18-23). O pecado afastou a humanidade de seu Criador, impedindo-nos de desfrutar de Sua glória (Rm 3.23). Somente através de Cristo Jesus temos acesso às delícias da glória de Deus (Ef 1.3-14; cf. Sl 16.11), para as quais fomos criados (Is 43.7). Esse Deus maravilhoso, excelso, soberano, altíssimo, sublime e exaltado, veio ao nosso encontro, seres decaídos, corruptos, perversos – nos alcançou com seu amor imensurável, com sua eterna salvação, com sua bondade e generosidade inesgotáveis (Is 43.1-7; Jo 3.16; Rm 5.8; 8.38,39). Ele tem, portanto, duplo direito sobre nossas vidas: como Criador e como Redentor. Como não adorá-lo? Como não servi-lo? Como não entregar, dedicar, consagrar, confiar nossas vidas a Ele? Há muitos que buscam o sentido da vida, a razão para viver. Quem conhece Jesus já sabe: Deus é nossa razão de viver! Não há alegria nem felicidade nem prazer nem satisfação maior do que viver para Deus (Sl 4.7; 43.4; Is 35.10; Rm 11.36; Ap 4.11). Ele é o nosso Bem Supremo.
2. Nossa alma tem sede de Deus.
Esta vida e este mundo são insuficientes para satisfazer as aspirações da alma humana (cf. Ec 3.11). Perdido no mundo, perdido em si mesmo, o homem busca incessantemente meios de preencher o vazio que tem dentro de si – um vazio que somente pode ser preenchido por Deus – sem nunca atingir seu objetivo (Jr 2.13).
Nada parece fazer sentido. Nada parece ter uma razão de ser. Tudo, para o homem sem Deus, parece obra do acaso, fruto do azar. Vagando e tateando nas trevas espirituais, nas trevas de sua própria ignorância e pecaminosidade, o homem ruma para a perdição eterna sem ao menos encontrar uma resposta satisfatória para suas perguntas básicas – suas questões últimas, suas dúvidas existenciais. O mundo tão rico e tão pobre, a vida tão cheia de oportunidades – muitas jamais alcançadas! Tantos tesouros fora do alcance – tudo parece ser uma piada cósmica cruel, destituída de sentido. A vida humana não parece ter mais valor, na vastidão do universo, do que a vida de um rato ou de uma ameba.
O salmista proclama: “a minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo” (cf. Sl 42.1,2; 63.1). O anseio humano pela eternidade, expressado pelo autor de Eclesiastes (3.11, citado acima), nada mais é do que o anseio da criatura pelo Criador. Como diria Agostinho, nossas almas somente encontram descanso em Deus. Fomos criados por Ele e para Ele (Rm 11.36). Não há satisfação nem realização longe de Deus (cf. Sl 84). Por isso aqueles que conheceram a graça divina passam a ser aquilo que John Piper chama de “cristãos hedonistas” – pessoas que encontraram o maior prazer e a maior alegria de suas vidas em Deus (cf. Sl 73.25,26).
3. Aproximando-se corretamente de Deus.
No entanto, há um modo correto de aproximar-se de Deus. É verdade que a Bíblia declara que “Deus é amor” (1Jo 4.8,16). Mas o amor é apenas um dos atributos divinos – existem outros, como santidade e ira contra o pecado. Deus é santo (Is 5.16; 6.3) e não tolera o pecado (Is 1.28; 59.2). O autor de Hebreus declara categoricamente que Deus, em Sua soberania, exerce disciplina sobre nossas vidas, para que possamos participar de Sua santidade (Hb 12.10). De fato, há uma constante, firme e inescapável exigência divina com respeito à santidade (1Co 6.12-20; 2Co 7.1; Cl 3.1-17; 1Pe 1.13-16). O Apóstolo, em Rm 6.1-14, argumenta vigorosamente que os (verdadeiros) cristãos morreram para o pecado, e agora vivem somente para Deus. Na segunda parte do capítulo (6.15-23), ele afirma que outrora éramos escravos do pecado e estávamos livres da autoridade divina; agora, porém, em Cristo, estamos livres do poder do pecado, e nos tornamos “servos” (no original, escravos) da justiça de Deus. Em sua epístola aos Efésios, o Apóstolo ensina que há um “caminho” de boas obras que Deus preparou de antemão para que andemos nele (Ef 2.10). O autor de Hebreus complementa, aludindo ao “novo e vivo caminho” que foi aberto por nós pelo sacrifício de Cristo (Hb 10.20). Esse é o caminho da santidade, “sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb 12.14).
Há, portanto, um modo correto de aproximar-se de Deus. Jesus declarou: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (Jo 14.6). Foi em Cristo que Deus nos escolheu, para sermos “santos e irrepreensíveis” (Ef 1.4). O cristão tem um caminho de santidade para percorrer.
4. Adorar a Deus é nossa verdadeira alegria!
Deus é digno de ser adorado e o ser humano somente se realiza como tal ao adorar a Deus, seu Criador. A busca por felicidade, por segurança, por alegria, por satisfação e realização, encontra seu término em Deus. Agostinho estava certo. Nossas almas somente encontram descanso em Deus (cf. a declaração do salmista em Sl 30.11,12). Nesse sentido, o modo como Jesus descreve o “Reino dos céus” é revelador: “é como um tesouro escondido no campo. Certo homem, tendo-o encontrado, escondeu-o de novo e, então, cheio de alegria, foi, vendeu tudo o que tinha e comprou aquele campo” (Mt 13.44). A alegria indizível daquele homem, que se desfez de todas as suas propriedades para adquirir o valiosíssimo tesouro, é uma representação da alegria daqueles que abandonaram tudo – suas posses, seus planos, seus projetos, seus sonhos, e a si mesmos – para obter o maior dos tesouros, a maior das alegrias, o maior dos prazeres: a comunhão com Deus (Jo 16.22). A oração de Paulo pelos efésios expressa o desejo do Apóstolo de que eles – e também nós – possamos experimentar em toda a sua plenitude o maravilhoso amor de Cristo (Ef 3.14-21). Diante de tudo isso, só podemos nos juntar a Judas, o meio-irmão de Jesus e irmão de Tiago, e proclamar: “ao único Deus, nosso Salvador, sejam glória, majestade, poder e autoridade mediante Jesus Cristo, nosso Senhor, antes de todos os tempos, agora e para todo o sempre! Amém” (Jd 25).
Por Fábio Vaz
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Voe alto, muito alto!
Observando o voo dos planadores, lembrei-me das águias de que trata o capítulo 40 do Livro de Isaías e de sua comparação àqueles que põem a sua confiança em Deus. Diz o seguinte o trecho a que me refiro, no versículo 31: “Os que esperam no Senhor renovarão as suas forças; subirão com asas como águias; correrão e não se cansarão; caminharão e não se fatigarão”.
Primeiramente, a associação da águia aos que dão crédito à Palavra e acreditam nas suas promessas, comprova uma atitude de Deus para com os seus filhos: Deus os está querendo ensinar a voar. Depois, por causa das características do voo da águia, Deus os está querendo ensinar a voar mais alto e acima das situações que lhes possam parecer desfavoráveis.
A águia é uma ave peculiar. Em meio a uma tempestade, por exemplo, ao passo que as demais aves (e animais em geral) fogem e procuram abrigo, a águia vai de encontro às nuvens, utilizando a impetuosidade dos ventos para alçar um voo mais alto. A águia sobrevoa a tempestade e será o mesmo com os que “esperam” em Deus.
A proeza da águia é, de fato, bastante aplicável à nossa vida. É provável, por exemplo, que você mesmo, por vezes, encontre-se em situações de verdadeira tempestade, nas quais ao mesmo tempo em que um turbilhão de problemas o ameaçam, você geralmente se isola (para se proteger) e, limitado, não consegue enxergar uma saída. Então, é hora de Deus lhe ensinar a voar à maneira dele.
Isso não significa dizer que em todos os casos você terá situações melhores. O momento do voo alto da águia é aquele em que sentimos o cuidado de Deus e ouvimos a sua voz, falando brandamente no nosso coração, acalmando-nos e convidando-nos a subir até Ele, ter um momento de descanso, apenas pairando sobre as circunstâncias que nos afligem e enxergando as coisas de modo panorâmico e distanciado. O voo alto é, assim, a compreensão da sua própria condição, dos princípios espirituais que a regem e da força que tem a sua fé quando depositada em Jesus Cristo. É uma experiência nobre.
Esse tipo de vida certamente traz paz, mesmo no meio da tempestade. Você aprende a não perder a alegria e a motivação e, por mais intensos os ventos da adversidade, a utilizá-los como meio de subida a um nível mais alto em Deus. Então, não perca tempo. Confie na Palavra do Senhor, comece a enxergar as coisas pela ótica daquele que está acima de todas as coisas, enfrente as tribulações e aproveite-as para voar muito, muito mais alto.
Deus o abençoe,
Ap. Rina
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Nas mãos do Ourives
Havia um grupo de mulheres num estudo bíblico do livro de Malaquias. Quando elas estavam estudando o capítulo três, elas se depararam com o versículo 3 que diz: “Ele se assentará como um refinador e purificador de prata…“. Este verso intrigou as mulheres e elas se perguntaram o que esta afirmação significava quanto ao caráter e natureza de Deus. Uma das mulheres se ofereceu para tentar descobrir como se realizava o processo de refinamento da prata e voltar para contar ao grupo na próxima reunião do estudo bíblico. Naquela semana esta mulher ligou para um ourives e marcou um horário com ele para assisti-lo em seu trabalho.
Ela não mencionou a razão de seu interesse na prata nada além do que sua curiosidade sobre o processo de refinamento da prata. Enquanto ela o observava, ele mantinha um pedaço de prata no fogo e deixava-o aquecer. Ele explicou que no refinamento da prata devia-se manter a prata no meio do fogo onde as chamas eram mais quentes de forma a queimar todas as impurezas. A mulher pensou em Deus mantendo-nos em um lugar tão quente; depois, ela pensou sobre o verso novamente… “Ele se assenta como um refinador e purificador de prata”.
Ela perguntou ao ourives se era verdade que ele tinha que sentar-se em frente ao fogo o tempo todo que a prata estivesse sendo refinada. O homem disse que sim, ele não apenas tinha que sentar-se lá segurando a prata, mas também tinha que manter seus olhos na prata o tempo inteiro. Se a prata fosse deixada, apenas por um momento em demasia nas chamas, ela seria destruída.
A mulher silenciou por um instante. Depois, ela perguntou: “Como você sabe quando a prata está completamente refinada?”. E o homem respondeu: “Oh, é fácil! – o processo está pronto quando vejo minha imagem refletida nela”.
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