terça-feira, 6 de abril de 2010
domingo, 4 de abril de 2010
Homem-bomba
Hoje o termo homem-bomba é familiar. O terrorismo nos fez conhecer a disposição de homens e mulheres dispostos a morrer pelo que creem, se explodindo e levando inocentes consigo em nome de uma compreensão radical e fé fanática.
Aqui no Brasil outro tipo de homem-bomba tem se popularizado. É a pessoa que, ao se sentir injustiçada, e ao mesmo tempo conhecer estruturas escusas de poder, é capaz de tudo. O sujeito grava procedimentos ilícitos, para usá-los em negociações posteriores e como moeda de ameaças. A partir dessas provas, esquemas de corrupção têm sido desvendados e explodem em nosso cotidiano. Parte da complexidade do problema é que tais pessoas nem sempre morrem politicamente. São Highlanders - guerreiros imortais. É a triste realidade de um país onde reina a impunidade. Há vários tipos de violência e explosões em nossos dias. Assistimos seus efeitos e nos enclausuramos, tentando nos proteger, nem sempre plenamente conscientes das implicações dessa atitude. Por outro lado, seria bom refletirmos também sobre o efeito devastador do evangelho, o poder revolucionário das palavras e ensino de Jesus. Como diz Brennan Manning, em seu delicioso livro Meditações para Maltrapilhos, "o mundo foi irreparavelmente mudado por Jesus Cristo.
Quando pregada de forma pura, sua Palavra exalta, amedronta, choca e nos força a reavaliar toda a vida, se somos sinceros. O evangelho quebra nossa linha de pensamento, destrói nossa piedade confortável, abre nossas verdades encapsuladas". Sim, o evangelho explode tudo dentro da gente. Nada mais fica no lugar. Revemos posturas, estilos, nossa cosmovisão. Manning continua: "O evangelho não é nenhum conto de Poliana para o inofensivo, mas um terremoto convulsivo, arrasador, um trovão que se propaga no mundo do espírito humano". O epicentro do terremoto acontece em nosso coração, e nossos pensamentos são varridos, nossos sonhos e desejos entram num turbilhão, tudo fica diferente.
O impacto inicial é sem medida, porém, não acaba ali. Os efeitos trazem mudanças radicais, mudam nosso rumo existencial. É um processo que se prolonga pela vida. Os que estão ao redor certamente perceberão sinais, marcas indeléveis que levaremos onde quer que estejamos. E, provavelmente, isso atrairá uns e afastará outros. A história pessoal de quem experimenta o evangelho de Cristo Jesus é transformada. Mais do que manchetes que logo mais serão esquecidas. Vai além de tragédias que entram discretamente para a história. O evangelho explicita o que antes nos esforçávamos para esconder e resistíamos em assumir. Jesus nos mostra quem de fato somos e nos evidencia quem poderíamos ser.
Partilhar o evangelho de Jesus é testemunhar um big-bang pessoal - a explosão que deu origem a tudo novo em nós. Repartir a vivência com Jesus é recontar a sua própria história, é dizer da explosão que causou a morte, mas uma morte que trouxe vida. É testemunhar a ressurreição no cotidiano. O que poderia ter mais força que o evangelho? Então, por que não partilhá-la com mais ousadia, por que não se deixar tomar por tal alegria que a vida nele traz? Por que viver como se isso fosse pouco ou não suficiente? Por que correr atrás do vento?
Se o evangelho já entrou em nossas entranhas, se a verdadeira vida já não nos é estranha, então, que nosso estilo de vida aponte para a razão do existir, indique para onde vamos, o que cremos, enfim, mostre que a vida no Reino de Deus é mais com menos. Que o Pão da Vida seja saboreado, digerido e partilhado. Ele nos sustenta. E uma verdadeira ceia pode ser desfrutada. Convidemos outros para a mesa. O banquete está posto.
sábado, 3 de abril de 2010
A Verdadeira Adoração
Quando Deus encontra em um coração verdadeira adoração, tem prazer em mover sua mão.
Alegra-lhe mudar circunstâncias, curar, manifestar seu poder, romper cadeias, abrir portas que estão fechadas. A adoração que muda a vida e flui, é aquela que é fruto de um coração onde o Senhor esta entronizada. E uma adoração que muda a gente triste. Eu era um drogado que perambulava pelas ruas de Porto Alegre, meu único prazer eram as drogas e a música triste.
Tornei-me um hippie, e andava cada vez mais triste e arruinado. Quando o Senhor veio a minha vida e fez seu trono em meu coração, transformou o Asaph triste em um Asaph alegre. A adoração em nossa vida muda a tristeza em alegria, nos faz gente feliz. A palavra do Senhor no Salmo 16 diz: "Em sua presença há plenitude de gozo". A adoração transforma as pessoas em prisão em pessoas livres. Deus quer adoradores livres em sua presença, não somente para cantar e levantar as mãos no santuário, ou dançar na presença do Senhor, mas, sim para viver com intrepidez a vida de Cristo. A vida de adoração nos leva a viver com liberdade a vida de Jesus em uma sociedade perdida. Quando a presença do Senhor é palpável em nossos corações não podemos ficar calados, temos que proclamar, temos que falar, temos que viver, temos que pregar a toda criatura. Quando vivemos uma vida de adoração na presença de Deus, vamos ver como a Palavra de Deus se cumpre em nossa vida. Quando as pessoas nos vêem viver uma vida de adoração em meio às crises, políticas, financeiras, seguramente se perguntarão o que acontece conosco. Que existe em nossa vida. E vão querer o mesmo. Vão ansiar esta vida. Esta vida irmãos não é algo somente para nós, sim para todo o corpo de Cristo. Cada um de nós é chamado a viver uma vida verdadeira de adoração na presença do Senhor como filhos amados, comprometidos com seu reino, com sua Palavra e com sua verdade. "Vem a hora e a hora já chegou: estamos vivendo à disposição desta hora. Oremos: Senhor, eu quero viver uma vida constantemente na tua presença, ter em meus lábios teu louvor e um novo cântico, gerado pelo teu Espírito Santo em meu coração. Quero que teu espírito renove minha mente, que muitas vezes esta conformada com o mundo, e influenciada pelas coisas do mundo. Transforma-me pela renovação da minha mente para ter um culto genuíno e verdadeiro na tua presença, culto racional, de lábios que confessam teu nome.
Ensina-nos a viver a verdadeira adoração na tua presença. Amém.
Deus abençoe,
Asaph Borba
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Vivendo em união
"Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos."
(Salmos 133.1)
Esta exclamação do salmista revela os anseios do coração e a expectativa de uma realidade relacional diferenciada.
Como podemos entender a profundidade de tais palavras sem as experimentá-las ou sem as ter no horizonte de nossas vidas?
Impossível! Para que cada pessoa entenda e viva a alegria de viver em união precisa estar unida e descobrir os benefícios de estar ao lado do outro lutando por objetivos comuns.
Ao se falar em união a primeira coisa que nos vêm à mente é a uniformidade. Muitas pessoas pensam que para viver em união todos os envolvidos devem pensar do mesmo jeito; devem gostar das mesmas coisas; devem se enquadrar em padrões estabelecidos, ainda que sejam apenas molduras para esconder as limitações próprias de cada um.
Para que se aprenda viver em união não se pode fundamentar tal construção na tolerância de práticas injustas, de manifestações do poder dominante ou de pseudo humildade. Viver em união é um aprendizado constante em nossas vidas.
Um dos maiores desafios para cristãos e cristãs está na construção conjunta da união. Não se trata de uma união aparente quando as pessoas estão juntas por determinado interesse e sim da união construída sobre os fundamentos do Evangelho, prezando o respeito mútuo, o cuidado fraterno e principalmente o amor que se torna real por meio das atitudes.
Não existe união sem amor, sem perdão e sem respeito.
Que a união de todos na igreja esteja embasada nos ensinamentos de Jesus e possamos a cada dia construí-la em bases verdadeiras e possamos exclamar como o salmista: Como é bom e agradável que os irmãos vivam em união!
Por Revda. Shirley Maria dos Santos Proença
quinta-feira, 25 de março de 2010
O Amor Que Nunca Falha
Por Max Lucado
“O amor nunca perece; mas as profecias desaparecerão, as línguas cessarão, o conhecimento passará.” (1 Co 13:8 NVI)
Muitos têm sede este tipo de amor. Um amor que nunca falha. Aqueles que deveriam ter amados não amaram. Os que poderiam ser amados não foram. Alguém foi deixado no hospital, numa cama, ou alguém em algum momento ficou com o coração
Escute a resposta do céu. Deus te ama. Pessoalmente. Poderosamente. Apaixonadamente. Algumas pessoas prometem nos amar, mas falham. Deus nunca falha. Seu amor por nós é infalível. E este amor pode encher o vazio de sua alma.
Então venha! Mate sua sede e beba a vontade.
Texto original do Site do Max Lucado
segunda-feira, 22 de março de 2010
Criados Para o Louvor da Glória de Deus
“Criados para o louvor da glória de Deus” (Isaías 43.21). Algumas vezes não entendemos o significado exato da palavra louvor e, quase sempre, estamos equivocados quanto ao significado da palavra adoração. Por um instante, achamos que essas palavras têm o mesmo significado ou conotação. A frase: “Criados para o louvor e a glória de Deus”, significa que fomos criados para elogiar, com tudo que temos e somos, com toda a expressão física dada por Deus a nós – no lazer, em casa, no trabalho, na direção de nosso veículo, com os nossos atos e atitudes exaltamos, engrandecemos e glorificando o nosso Deus criador. Só Ele é digno de receber todo o louvor da criação terrestre (Salmos 148.1) e celeste (Salmos 148.2), porque todas as coisas vieram a existir e foram criadas por Ele, por causa da sua vontade (Apocalipse 4.11). Adorar é conhecer Deus de perto, é relacionar-se intimamente com Ele. É viver diariamente como verdadeiro templo do Espírito Santo, glorificando a Deus em qualquer circunstância.
O ato de louvar é uma expressão externa resultante de uma atitude interna na vida de um servo de Deus. O salmista declara que devemos louvar (elogiar) a Deus com todo o tipo de instrumento e com toda a nossa expressão: palmas, dança, levantar de mãos, dobrar dos nossos joelhos, brados de júbilo, marchas e com o fôlego de vida, pois temos vida em Deus, e em abundância. Precisamos louvar a Deus como um adorador verdadeiro, senão cairemos no mesmo erro dos fariseus quando foram exortados por Jesus: “Bem profetizou Isaías a respeito de vós, hipócritas, como está escrito: Este povo honra-me com os lábios (louva-me, elogia-me, expressa-se com os lábios), mas o seu coração está longe de mim. E em vão me adoram...” (Marcos 7.6-9).
Somos povo de Deus, vivendo por Ele e para Ele. Somos ministros do Senhor Jesus Cristo, canal do fluir do Espírito Santo aos santos das igrejas. E, como ministros, devemos nos preparar orando, jejuando, com a armadura espiritual polida e pronta para ser usada; precisamos fazer a vontade de Deus, crucificando o nosso “eu”, colocando Jesus Cristo, o nosso Salvador, no trono da nossa vida. Enquanto o nosso “eu” estiver no trono de nossa vida, Cristo estará pregado na cruz, mas quando o nosso “eu” estiver pregado na cruz, Cristo estará no trono da nossa Vida (Hebreus 6.4-8). Façamos da nossa vida o motivo do louvor (elogio), com atitudes de um verdadeiro adorador, para a honra e glória de Jesus, nosso Senhor e Salvador.
Texto extraído do livro “A Verdadeira Adoração”
Autora: Nadyege Macário
Editora LOGUS
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